Um dia, enquanto observava o velho que contemplava o mar, o menino perguntou:
- Porque olhas tão triste para algo tão bonito?
O velho abstraiu-se dos seus pensamentos e observando o garoto respondeu:
- Porque o mundo é belo, é verdadeiramente magnifico, mas a vida humana que o compõe não está em harmonia com a beleza e magnificiência dele.
Olho em volta e estes olhos, cor de mar, sentem-se cansados e tristes de verem que tudo aos poucos se desmorona.
Impera o Orgulho em vez do Amor;
O Egoismo em vez da Generosidade;
A Humildade é confundida, imensas e imensas vezes com humilhação;
A mentira ganha à verdade;
A justiça é vencida pela injustiça.
E o que sobra? Sobram despojos de lutas perdidas e causas rasgadas, destruidas no tempo...Vazio!
Punhados de nadas...Mediocridade!
Sobrevive, um coração cheio num mundo vazio, aonde dificilmente terá um lugar num espaço assim.
Olho para trás, após tantos anos e com tristeza constato que: sonhos, promessas, certezas, projectos, alegrias...vida, caem por terra perante a fraqueza do homem. Pergunto-me tantas vezes: Aonde está a força afinal? O que existe de melhor em nós está aonde?
Fica apenas em palavras, perde-se nos actos. Não quero acreditar que sejamos tão pobres de espirito.
Assim, contento-me a apreciar esta força bela da natureza, que me enche a alma e me dá a força, o alento e a Esperança de que necessito.
Resta a esperança, que apesar da desolação, ainda vive dentro de muitos.
C.T
escreveepontofinal
Escreve-se sobre tudo o que der na real gana e ponto final
Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Terça-feira, 17 de Maio de 2011
...
"Cada minuto que passa pode ser tudo o que me resta para viver, mas, mesmo assim, eu desperdiço tempo, como se ele fosse infinito"
C.T
C.T
Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Palavras que não definem...
Noite envolta numa bruma despida de breu;
Tão despida como eu;
Olho no horizonte profundo dos teus olhos;
Aonde vislumbro o incendiar da chama;
E sei;
Será sempre para lá da alma.
Tão despida como eu;
Olho no horizonte profundo dos teus olhos;
Aonde vislumbro o incendiar da chama;
E sei;
Será sempre para lá da alma.
Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
O seu a seu Dono
Considero que a palavra e por sua vez a escrita são os tesouros mais preciosos que o ser humano possui. Através delas temos a oportunidade de visualizar o mundo segundo as nossas próprias percepções, sentidos e sentimentos, podemos plantar um pouco de nós, sem elas o conhecimento de tudo o que existe não seria possível.
Como tal, tendo plena consciência destes factos, é com admiração e também gratificação que venho aqui repor um erro crasso por mim cometido. Creio no entanto que este "erro" tem sido repetido por imensas pessoas, essa situação poder se à dever à falta de conhecimento da verdadeira história.
O texto "Quase" é associado ao grande escritor Brasileiro Luís Fernando Veríssimo, no entanto a autoria deste belo escrito é de Sarah Westphal, que gentilmente me procurou após o ver exposto na minha página. Assim, o mínimo que poderei fazer é desfazer este engano e ajudar a divulgar a verdadeira informação, pois o que é nosso a nós pertence.
Obrigada Sarah!
Como tal, tendo plena consciência destes factos, é com admiração e também gratificação que venho aqui repor um erro crasso por mim cometido. Creio no entanto que este "erro" tem sido repetido por imensas pessoas, essa situação poder se à dever à falta de conhecimento da verdadeira história.
O texto "Quase" é associado ao grande escritor Brasileiro Luís Fernando Veríssimo, no entanto a autoria deste belo escrito é de Sarah Westphal, que gentilmente me procurou após o ver exposto na minha página. Assim, o mínimo que poderei fazer é desfazer este engano e ajudar a divulgar a verdadeira informação, pois o que é nosso a nós pertence.
Obrigada Sarah!
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
O Quase
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia á duvida da vitória a desperdiçar a oportunidade de merecer.
Prós erros há perdão; prós fracassos, chance; prós amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Sarah Westphal
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia á duvida da vitória a desperdiçar a oportunidade de merecer.
Prós erros há perdão; prós fracassos, chance; prós amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Sarah Westphal
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
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